sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Eita, 2020

Oi "povo".
Eis que estamos em 2020 e eu coloco na minha primeira página da agenda, com um ponto de interrogação: Voltar com o blog (?).

Esse ano eu resolvi ser a louca do planner, e meu noivo (meu namorado agora é noivo, se eu realmente voltar com o blog, depois eu conto como foi) entrou na loucura e me deu uns bloquinhos permanentes de planner mensal e diário. E hoje nas minhas metas diárias tava escrito "ver como está o blog".

Aí eu entro aqui, achando que meu último post deveria ser de alguma data do ano passado, talvez ano retrasado, mas não, tá lá, 2017. Caracas, fazem três anos, daqui a pouco quatro, que eu não volto aqui!

Engraçado que pensando aqui, eu coloquei muitas metas parecidas  com as que eu tinha antigamente, não sei o que aconteceu, se eu regredi ou se eu não estava com tempo pra pensar nessas coisas.

Eu ia fazer uma retrospectiva de 2020 pra retomar o blog, mas aparetemente eu preciso de uma atualização antes disso, então talvez fique pro próximo post! hahaha

spoiler alert: abri um estúdio de pole <3



quinta-feira, 11 de maio de 2017

"opção sexual"

Estava eu no serviço de acolhimento, com a minha coordenadora nova e a nova assistente social companheira de trabalho. Recebemos um senhor bastante musculoso (uma de nossas muitas chefias, mas que no dia eu ainda não sabia). E estávamos discutindo algum caso. Não lembro de quem, mas certo momento a coordenadora diz:
- Respeito qualquer opção sexual.
- Não é opção, é orientação - respondo prontamente.
- É - explica a assistente social - ninguém escolhe ser gay, nasce.
A coordenadora fica em silêncio por alguns segundos, depois fala:
- Ah, sim, entendi.
Eis que,  repentinanente, o senhor musculoso diz:
- Não concordo com orientação, tem gente que escolhe, tem gente que é "opção sexual".
Todos ficam quietos, perplexos que ele tem uma opinião, aparentemente, formada sobre o assunto, e aguardam sua explicação.
- É uma questão de hormônio - continua - a pessoa tem um hormônio que a faz gostar de homem ou mulher.
- Ok - respondo - de qualquer forma, ninguém escolhe hormônio, então continua sendo uma orientação...
- Ah - diz em tom de voz alto, aparentando ter certeza de seu argumento - mas tem gente que escolhe os hormônios, porque tem certas pessoas que utilizam hormônios para ficar bombado, sabe, musculoso? E quando usa esses hormônios acaba optando por gostar de outro sexo.
- Ah, sim... - respondi, observando que meu novo chefe, recém apresentado, era demasiadamente musculoso e aparentava ter utilizado de hormônios para alcançar tal condição física...

Nesses dias a gente aprende que deve andar com o cartãozinho de psicóloga na carteira, vai que esse era um pedido de terapia? hahaha

domingo, 5 de março de 2017

Não é um gambá, é um saruê

Então, essa semana no trabalho eu descubro que tinha que não deveria ter medo de apostar. Mas pra entender, vamos voltar a um acontecimento de umas semanas atrás:

- Lorraine, tem uma raposa na casa!
- Raposa? - respondo, meio incrédula, logicamente.
- É, uma raposa, eu e o Jorge vimos, ela mora no forro do teto lá da edícula. - Respondeu a auxiliar, animada com as novidades.
- Gente, eu tenho quase certeza que não tem raposa no Brasil... Acho que a gente tem lobo, não não raposa... E acho ainda mais díficil um lobo estar no equipamento...
- Não Lorraine, é uma raposa, temos certeza, acho que é de estimação de algum vizinho, deve ter importado clandestinamente! - Falou Lili mais animada ainda.
- Gente, raposa de estimação?! Eu já ouvi falar de tráfico de papagaio, tartaruga... Mas raposa?? Vocês sabem o que é uma raposa? - Expliquei eu, ainda certa que era impossível.
- Sabemos, é um bichinho bonitinho com orelhas triangulares! - respondeu séria, parecendo muito certa do que dizia.
Eu decidi então, fazer uma busca por imagem no celular e mostrar como era uma raposa e onde elas viviam. Mesmo assim...
- Ah, tudo bem que não tenha aqui, mas a gente sabe que o pessoal é doido com tráfico de animais. Deve ser de algum vizinho!
Eu fico sem alternativa e começo a rir. - Gente, não é possível, deve ser uma ratazana... - Aí eu tive um insight! - Um gambá! Gente, é um gambá!! - Disse eu, super animada de ter desvendado o enigma.
- Ah, não Lorraine, gambá não era, ele não era fedido.
Ah, não é possível, deixa eles acharem que é raposa, então. Estou com preguiça demais de continuar o assunto e tenho muito serviço pela frente.
Até que, essa semana me vem a encarregada.
- Descobrimos qual era o bicho que estava no forro do telhado... - Disse ela, escondendo uma risadinha.
- Qual era?
- Um saruê!
Ok, né, o que raios é um saruê.... Jogo no google e...


O que é um Saruê:

Saruê - gambáSaruê é um dos nomes dados ao gambá (Didelphis aurita) no Brasil, usado principalmente na Bahia e em outros estados do Nordeste. Este animal é da família dos marsupiais, não é domesticável e pode morder, caso se sinta ameaçado.
Uma das principais características do saruê é a presença de uma glândula na região do ânus que libera um odor fétido bastante desagradável quando se sente ameaçado.
AH TÁ, É UM GAMBÁ. Aiai....

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Fim da licença sem pole/notebook novo!

Um mês e cinco dias depois do último post, muitos episódios de Full House e três temporadas de Orange is the New Black depois, aqui estou eu, no final da minha recuperação.

Semana que vem eu já posso voltar pro Pole... E muito drama nesse meio tempo, aqui estou num notebook novinho em folha!! Sem nenhuma desculpa pra postar conteúdo novo no meu blog "super famoso".

Bom, independente da quantidade de pessoas que leem, eu sempre disse pra min mesma que aqui era um lugar pra eu escrever livremente o que estivesse na minha cabeça, e se tivesse algum leitor, seria lucro, então hora de levar minhas próprias palavras a sério!

Apesar de eu ter que ter feito muito drama pra conseguir esse notebook, fico muito feliz de não ter que ficar horas implorando pro meu antigo notebook ligar pra poder postar alguma coisa. E talvez, finalmente, não sei, colocar no papel aquele projetinho de montar um livro com as histórias da prefeitura.

Vou fazer quatro anos em maio, um ano e meio em CRAS e quase dois anos e meio em serviço de acolhimento, muitas histórias inusitadas nesse meio tempo, quem sabe?

Eu não sei realmente o que dizer, só quis fazer um post de update agora que estou com um notebook que efetivamente liga e eu posso usar sem ter que fazer macumba pra isso!

E mal posso esperar voltar pro pole na semana que vem, porque eu não tenho muitos objetivos esse ano, mas um deles com certeza é inverter sem ajuda no pole!

Então até a próxima, espero ter muito mais coisa pra falar daqui pra frente!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

(...) Vesícula pt.6 | RIP Submarino

Olha só! Fiquei um dia sem postar, acho que isso é um bom sinal. Não ficar tagarelando sobre o mesmo assunto todos os dias deve ser uma boa coisa!

Update: Comecei outro livro emprestado pelo meu namorado (do Bukowski), terminamos Desventuras em Série da Netflix e começamos Orange is the New Black (eu já vi, ele não), e estou na terceira temporada de Full House (aquela temporada que as gêmeas Olsen estão ficando mais velhas e falta pouco pra perderem a graça e colocarem outros bebês).

Hoje eu tenho uma reclamação, quanto tempo eu fiquei dormindo no tempo sem entrar em lojas online? Quando o Submarino, Americanas e afins viraram todos Mercado Livre?!
Meu, está uma verdadeira bosta! Eles só vendem coisas de várias outras lojas online "parceiras" e então quando você vai comprar tem 50 fretes diferentes e o frete fica maior que os produtos! Eu já acho um saco pagar frete quando é R$ 20,00 imagina agora que dá mais de R$100,00??! Que idiotisse, não tem vantagem nenhuma mais comprar nessas porcarias então. Que saco... Eu adorava o Submarino e estava procurando presente de casamento pra minha irmã.... w/e melhor comprar no Mercado Livre ou loja física agora.



As coisas que eu mais odeio pagar na vida são frete e estacionamento. As únicas coisas que eram boas dessas lojas era a comodidade e que depois de um certo valor terem frete grátis. Porque não tem nada de único ou especial nelas, são coisas que tem em qualquer loja física que a gente vá. Agora não sei quem foi o retardado que achou que seria uma boa ideia fazer isso.

Acabou com a comodidade porque se a gente quiser pagar um frete menor tem que ficar olhando parceiro por parceiro se é o mesmo pra não duplicar frete, e praticamente nada mais tem frete grátis! Alias, pior ainda quando eu fui tentar fechar uma compra apareceu "nosso parceiro não entrega nesse CEP, escolha novo CEP", como assim novo CEP? Quantas casas eles acham que eu tenho? E a melhor parte: eles não mostram qual parceiro não entrega naquele CEP, então como eu vou saber qual item eu tenho que mudar o CEP?!?!?! Resumindo, RIP Submarino e outras lojas de departamento online...


Obs.: Peguei os gifs daqui.

sábado, 21 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula pt. 5

Se você já cansou de ler eu falar disso, problema seu, o blog é meu! :p

Hoje eu tive que quebrar o repouso, logo depois do médico dizer que eu posso fazer exercícios leves, o que acontece? Chove, e chove pra cacete, de uma forma que minha casa alaga de cima pra baixo. Como assim? Deixa eu explicar.

Eu moro numa casa sobreposta, vocês sabem como é? É uma casa que é construída de três ou quatro andares e dividida pra duas famílias morarem, no caso da minha, o andar de baixo não é nosso, é da nossa vizinha, então eu e minha família moramos no primeiro e segundo andar. No segundo andar tem uma sala e um "quintal", que tem três ralos, mas o ralo mais perto da porta está com algum problema e não consegue dar vazão e como choveu demais, ele não deu conta, então alagou o "quintal" que alagou a sala de cima, que por sua vez vazou água por onde dava, que era escada abaixo pro primeiro andar! Ou seja, forma uma bela duma cachoeira na minha escada, então tem que uma pessoa puxar água da sala pra cozinha no primeiro andar, e outra da sala pro quintal!

E surpresa, meu pai estava num evento a essa hora e só tinha eu e minha mãe, e a água era tanta que ela não ia dar conta, se eu não ajudasse ia vazar pro térreo, estragar um monte de móveis, etc. Fui obrigada a puxar água, que dá um trabalhinho gentem, porque minha casa não é nada pequena!

Agora estou aqui sentada no chão postando depois de ficar um tempão deitada no sofá depoooois de tomar dipirona e passarem as dores :(

Mas pra não perder o costume de postar comidinhas boas que eu estou fazendo, hoje eu fiz macarrão com legumes e maionese de inhame! Que eu dei o nome de macarrão de verão porque servi frio :)
Minha mãe fez suflê de cenoura com ervilha, e como o médico falou pra voltar a comer normal aos poucos, e já ia ter bastante gordura no prato dela, resolvi fazer sem usar maionese comum e testar uma vegana. Já tinha comprado inhames ontem, então foram os escolhidos!

Ficou uma delicinha e postei a receita na minha página! 



Inté!

PS.: Meu notebook resolveu ligar de madrugada...................................

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Em memórida da minha vesícula pt.4

Hello, meu povo, aparentemente uma boa noite de sono (e um guacamole feito por mim) melhoraram 200% meu humor! Ou talvez porque hoje foi dia de ir no médico e sair de casa uhu!

Depois da minha deliciosa tapioca de guacamole de café da manhã eu ajudei a Vitória a fazer o almoço dela, ela fez bolo de carne, sim, ela que fez, já pode ir pro top chef de crianças, porque ela cozinha tudo sozinha ;) E sim, ela come carne e eu tenho que cozinhar carne às vezes, não forcei ela a ser vegetariana que nem eu (apesar de ela já ter parado de comer frango por um tempo depois que se apaixonou por uma galinha).


Então eu fiz maravilhosos falafeis (acho que o plural de falafel é falafeis, mas eu não sei), que obviamente a antecipação já melhorou o meu humor, porque eu tive que deixa-los de molho desde ontem, e depois disso, tam tam tammm, fui pro médico tirar os malditos curativos/pontos eu estavam me irritando.

Fiz no forno porque ainda não to comendo fritura

Chegando lá, surpresa! Ele tira os curativos e não tem pontos! Os pontos são internos! hahaha E minhas cicatrizes já estão lindinhas, parecem somente arranhões. Ele me disse que eu já posso voltar a comer normalmente aos pouquinhos! E, obviamente que eu perguntei quando posso voltar pro pole. Agora a má notícia, só daqui a um mês... :( Ele disse que eu posso fazer exercícios leves como: andar na praia, coisa que eu a-m-o -.- só que não.

Mas tudo bem, o combo guacamole + falafel + tirar os curativos + namorado chegando pra visita: já me deixaram mais animada.



Ah, pra finalizar o combo, de lanchinho eu fiz pão sem queijo, que é o pão de queijo vegano, magicamente fácil de fazer e delicioso. Eu não sei se já postei a receita na minha página, mas são partes iguais de polvilho doce e azedo e algum purê de tubérculo (já testei com batata, mandioquinha e cenoura, todos deram certo), temperinhos (açafrão, curry, sal, ervas), misture a massa até ficar macia pra modelar e leve ao forno pré aquecido até dourar, fica delicioso e é mil vezes mais fácil de fazer que pão de queijo.

Pra finalizar o episódio de hoje da novela em memória da minha querida falecida vesícula, eu e meu pão sem queijo:


PS.: Desculpem todas as imagens na horizontal, mas meu notebook faleceu e eu estou usando o da minha mãe e deu preguiça de editar :v

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula pt.3

(Se você está de bom humor não leia, ignore, porque é um muro de lamentações)

Acabei de ler o livro que eu ganhei do meu amigo Navio das Esposas (meio Disney demais pro meu gosto, e eu só gosto de Disney quando é pra ser Disney), e agora to aqui comendo um bolo de banana vegano (meio seco demais pro meu gosto) quando apareceu aquele temido tédio.

Na verdade não era uma boa hora pra escrever no blog não, já que eu não to lá muito inspirada e a minha maior novidade foi que meu namorado (e melhor cuidador do mundo) veio dormir comigo.

E aparentemente meu notebook não fica feliz quando eu começo a reclamar da monotonia, já que eu estava no meio do parágrafo e ele resolveu fechar a página (e eu não to afim de reescrever, o que de certa maneira é bom, porque já é chato não poder fazer nada, mais chato ainda deve ser ler reclamações sobre quem não pode fazer nada).

Às vezes que eu fiquei um tempo prolongado (como prolongado, entenda-se: mais de dois dias) foram:

1. A vez que eu tive a Vitória, o que não foi nada chato, já que mesmo de repouso tinha bastante coisa pra fazer;
2. Quando eu fiquei com dengue, o que não me deixou entediada, porque a maior parte do tempo eu dormia ou estava com dor...

E agora essa.

Eu juro que a minha saudade não é ir pro trabalho, e não me levem a mal, eu gosto do meu trabalho, mas adoraria uma equipe nova e principalmente, uma parceira com mais humildade. A saudade também não é só de escalar o pole ou de brincar com o bambolê.

O problema mesmo é que eu não consigo fazer nada que eu faria em um dia sem trabalho normalmente! Além do mais, meu pontos estão coçando e me irritando, e o pior é que algumas vezes eu tenho pontadas de dor que me forçam a ficar deitada na posição mais chata de todas por alguns minutos (ficar sentada dói, e deitar de lado, qualquer um dos dois, também dói).

A vontade é de fazer tudo que eu não teria vontade de fazer num dia normal, só porque eu não posso fazer (tipo a vontade súbita de fazer uma limpeza no armário)!

Fiquei aqui parada por uns 20 minutos olhando pra tela pensando em terminar o post com alguma frase engraçada e não pensei em nada... Qualquer coisa eu edito mais tarde... Juro que levantei da cama pensando em escrever alguma coisa interessante, mas hoje só saiu baboseira, desculpa por isso.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula - pt.2

Olá pessoal, sentiram minha falta em menos de 24h?

Estou aqui no primeiro episódio da segunda temporada de Full House, logo depois de comer minha comida que não foi toda batida no liquidificador e nem é composta de caldinhos! Uhu!

Minha maior sorte nessa cirurgia é ser uma ótima cozinheira (sim, ótima cozinheira e com nenhuma modéstia quanto a isso), porque se eu não soubesse nada de temperos, pelamordedeus eu ia estar comendo legumes fervidos com sal.

Crônica de hoje, que é mais ou menos parecida com a de ontem e a de antes de ontem. Quando eu cheguei do hospital, vi a Diana e super achei que ela ia me amar e se esfregar em mim de tanta saudade... Errado! Ela nem veio pra perto pra eu fazer carinho, haha. Aí no primeiro dia que eu dormi sozinha, ou seja, de domingo pra segunda, acordo as 5h (sabe-se deus por que) e ela começa a esfregação! U-HU, finalmente uma demonstração de amor, carinho pra lá, carinho pra cá, ela se sente confortável em... tam tam tam! Subir na minha barriga! Adivinhem onde ela põe a primeira pata com a força de quem vai pular com tudo pra fazer massagem de gato?! É claro, bem no meio no meu umbigo, onde está mais inchado, roxo e doendo! Ela enfia a pata bem lá no meio e eu sinto aquela dor que vem da alma, seguro o grito de dor e solto com os dentes semicerrados "ai não Diana", e ela vai pra trás com a patinha e vai deitar perto do meu pé.

E é mais ou menos isso que vem acontecendo todas as manhãs! E sim, eu vou dormir com uma almofada da barriga pra evitar que ela faça isso de madrugada, mas é lógico que pela manhã a almofada está no chão... E eu não vou magoar minha gatinha colocando ela pra fora (até porque, se eu fizer isso ela arranha a porta a noite toda e não me deixa dormir).

Apesar disso dos constantes ataques matutinos ao meu curativo, hoje eu estou me sentindo bem melhor, não acordei às 5h, consegui dormir até as 9h, e fiz almoço (purê de batata com batata doce e salada de feijão fradinho), estou sentada no chão digitando post pro blog e ainda não estou com dor! Yey!

Hoje pra finalizar o capítulo com uma foto mais agradável, apresento-lhes meu feijão fradinho!


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula - pt. 1

Pois é, e eu mudei o título há dois meses e não postei nada, qual o meu problema? Falta de tempo não foi... Mas agora depois de terminar de ler um livro emprestado pelo meu namorado, começar a ler um livro que ganhei do meu amigo, ver um filme ruim da Tina Fey e assistir oito episódios de Full House, eu finalmente pensei "acho que vou escrever no meu blog". Então, inteligentemente tenho a resposta pra minha falta de posts: falta de tédio!

Razão disso:  Tirei a vesícula!

Não, não foi ontem, não foi antes de ontem, foi na sexta. ou seja, tem quatro dias. Tudo bem, no primeiro eu fiz a cirurgia, no segundo eu fiquei no hospital, então eu to há três dias em casa. Desses, no primeiro eu consegui ficar deitada, agora já não posso dizer o mesmo.

Admito que doem os pontinhos quando eu faço "esforço". Leia-se por esforço: andar/ficar em pé por 10 minutos. Mas admito também, que é muito revigorante conseguir levantar da cama/sofá sem sentir que minha barriga vai explodir de dor... Mas aproveitando o título novo do blog, vou falar uma coisa que não é revigorante, é estar com essa merda de notebook ligada há 10 minutos e eles já estar travando de eu estar digitando uma porcaria de um post.

Não tem mais nada aberto nessa porcaria, só o Chrome com o blogger! Não é possível... Voltando a minha querida falecida vesícula, tudo começou quando eu comecei a ter cólicas terríveis que me faziam chorar de tanta dor (e olha que eu tive a Vitória por parto normal) e ir parar no hospital, depois de umas quatro crises eu resolvi marcar um nefrologista (que nem vou falar, ops... já falei, que demorou seis meses pra eu ser atendida pelo convênio da Petrobrás) porque eu achei que eram cólicas renais, então o médico, quando finalmente me atendeu e marcou todos os exames da minha vida, descobriu que meus rins estão ótimos, assim como meu fígado e pâncreas, mas o que estava ruim mesmo era a coitada da minha vesícula, que tinha várias pedras enormes (tinha umas com quase 2cm!), então fui encaminhada pro cirurgião e tão logo (mais rápido do que a demora na consulta com o nefrologista) pediu mais alguns exames e marcou minha cirurgia, assim faleceu minha querida vesícula.

Pra quem não sabe (eu não sabia), a vesícula é um saquinho que fica em cima do fígado e armazena bile, que serve pra digerir gordura. Nos sites por aí, o pessoal que se acha especialista diz que você fica com pedra na vesícula por comer muita comida gordurosa e ter o colesterol alto (o que não faz sentido, porque eu nunca tive colesterol alto), então na verdade o que o meu sábio médico disse, é que podem ter várias causas (obviamente, como toda doença), e que a genética influencia muito, e como minha vó teve pedras em todos os órgãos que podem ter pedras: mistério resolvido.

Agora pasmem: a cirurgia foi a parte mais tranquila do processo todo! Tenho só quatro pontinhos e a barriga muito inchada por enquanto. Então quem sabe nesse repouso todo eu não faça uma novela aqui no blog, não é mesmo?

Agora eu vou deitar de novo que minha barriga tá doendo e esse notebook me irritando!
Pra finalizar uma linda foto em memória da minha vesícula:


segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Lorraine reclama

Há mais ou menos um mês eu tive um insight, decidi que vou fazer meu blog um blog de reclamações. E sério, como eu não pensei nisso antes? Só não dei seguimento ainda, porque estava sem computador...
Mas, de verdade, qual o meu problema? Eu coloco na descrição que sou profissional em reclamar e estou aqui nesse mundo há 28 anos desperdiçando esse dom?!
Eu até já fiz uma lista mental de assuntos que eu preciso reclamar e só isso já é revigorante!
Todo ano eu tento pensar num assunto pra focar no meu blog, e é isso! Estou desapontada comigo mesma por não ter pensado nisso antes!

Então estou aqui, com o notebook recentemente formatado avisando que vou mudar o nome do meu blog pra "Lorraine Reclama".

Beijos e até já!


terça-feira, 19 de julho de 2016

Coisas que eu queria que vocês soubessem (cabelo curto)

Cortei o cabelo recentemente, estava bem comprido e num súbito de impulsividade, peguei a tesoura e cortei. E como adorei fazer aqueles textos de "coisas que eu queria que você soubesse", resolvi fazer um desse agora.

Sim, eu cortei sozinha, na verdade, mais ou menos. Foi assim, tem todo um contexto, eu tinha acabado de voltar da aula de pole (ou seja, estava exausta) e era dia de retocar o cabelo... Me olhei no espelho e pensei "seria mais fácil se ele fosse curto", então eu prendi em dois rabos baixos pra frente, meio caipira e fiquei uns segundos parada em frente ao espelho, falando comigo mesma: Além de ser mais rápido pra retocar, meu cabelo estava comprido demais e meio sem graça, ficava legaal com cachos nas pontas, sim, mas eu tenho cabelo liso, e esses cachos davam certo trabalho... Então fui até a suite dos meus pais e peguei a "tesoura especial de cortar cabelo" do meu pai.

Parei novamente em frente ao espelho, ainda preso dividido no meio pra frente e... Cortei, logo acima de onde estavam os elásticos.



Aí dramaticamente postei foto desses tufos no facebook dizendo "tirei pra lavar", o que não deixa de ser verdade, porque eu tirei e fui lavar pra fazer os retoques! haha
Aí depois tive que pedir ajudinha da minha irmã pra arrumar a parte de tráz, porque eu queria levemente mais comprido da frente e curto atrás e, apesar de eu amar cortar meu cabelo sozinha (sério, tentem, é extremamente terapêutico), simplesmente era impossível cortar a parte de tráz sem ajuda, acho que por isso seres humanos são seres sociais: Porque tem coisas que simplesmente não conseguimos fazer sozinhos! ahhaha

E simmm, eu me arrenpendi por alguns segundos com os tufos nas mãos. "Meu deus, o que eu fiz". Depois eu me amei novamente, porque obviamente que fiquei linda, como sempre (:p)...... E não era opção, ou eu gostava, ou eu aprendia a gostar, porque não dava pra colar de volta! hahaha

De fato, foi mais fácil pra retocar, mas contradizendo os ditos populares: não, não é mais fácil de arrumar. Se ele está armado, parece que você está de capacete, se ele está bagunçado, não tem como você prender tudo num coque...

Ponto positivo: a gente gasta menos xampu, menos condicionador, menos creme de hidratação, menos tempo com o secador.

Ponto negativo: (que eu não esperava por sinal) a raiz aparece com mais facilidade, o que é um saco, já que meu cabelo cresce muito rápido. Ou seja, estou seriamente pensando em deixar meio preto meio vermelho e demorar pra retocar e foda-se se alguém achar feio (rs) porque ninguém vai comprar água oxigenada, pó descolorante e tinta pra mim.

Mais ponto positivo: vontade de usar acessórios. estou parecendo a branca de neve <3 e ninguém percebe que minha franja está uma caco porque ela se mistura com a parte da frente comprida! hehe

No mais: Estou amando meu cabelo e me amando consequentemente. Alias, lição: se ame independente do comprimento do seu cabelo.




segunda-feira, 18 de julho de 2016

Uma conversa "muito importante"

Estou de férias, não que eu quisesse pegar férias, porque a porcaria da prefeitura não está pagando as férias, mas esses eram resquícios do ano passado e eu estava muito incomodada com os meus últimos dias no trabalho.

Então, outro dia recebi um comentário no meu Facebook que eu tenho certeza que é pra fazer fofoca, e mais certeza ainda de pra quem é. Dei risada internamente, porque nesses momentos eu me sinto uma web celebrity, porque gente que eu não tenho uma conversa por mais de cinco minutos há pelo menos dois anos vem querer saber da minha vida; obviamente porque eu devo ser muito legal e importante (plaquinha de ironia).

O negócio é o seguinte, eu dou risada  com essas situações quando partem de pessoas infantis e que eu estou acostumada a lidar (ou a simplesmente ignorar); mas aí nos meus últimos 15 dias de trabalho aconteceram uma situações bastante constrangedoras... Fui chamada pela gestão para conversar sobre "um assunto muito sério", chegando lá, pra minha surpresa, o assunto sério era... uma conversa de whatsapp.................................

Sério. Alguém imprimiu uma conversa de whatsapp num grupo, no qual eu falava sobre umas situações do trabalho, tudo bem, eu usei palavras duras e falei mal da gestão (coisa que eu faço diariamente), mas achei absurdamente constrangedor ter sido chamada na sala da gestão pra ouvir que as pessoas estão chateadas por coisas que eu falei.

Olha, só vai tomar no c*. Sério, eu falo o que eu quiser na porcaria do whatsapp, ainda mais porque não falei nada (delas) que fosse mentira. Eu não vou puxar saco, alias, nunca puxei, e não faço a mínima questão que gente em cargo puramente político, que não tem capacidade pra estar na base, goste de mim. Ou que, no mínimo, simpatize comigo. Eu to cagando pra vocês, sério.

Foi muito ridículo ter sido chamada numa sala pra conversar por causa de conversa no whatsapp. Com milhões de coisas pra resolver, o serviço caindo aos pedaços, o que elas se importam é com o que eu falo ou deixo falar, alias, criticar, por um aplicativo de conversas? Faça-me o favor. Vão arranjar trabalho, porque claramente não tem muito o que fazer na gestão.


terça-feira, 28 de junho de 2016

David e o pacote de bolachas

Já falei mil vezes que trabalho em serviço de acolhimento, que são os atigos abrigos, e os casos de lá geralmente são bastante complicados, com vínculo familiar rompido, história de abuso ou de negligência. Vim pra área social preparada pra isso, mas vou ser sincera, tem alguns casos que eu me apego mais que os outros. E hoje eu ganhei um pacote de bolachas! (Já vai fazer sentido)

Bom, foi assim, ano passado, do meio do ano pro final, tivemos diversos problemas operacionais e financeiros e a prefeitura cortou vários serviços (que nem poderia cortar, mas aí já é outra história), e um deles foi a abordagem social.

Abordagem social é aquele serviço itinerante de pessoas que trabalham com os moradores de rua, e um dos primeiros casos que discutimos foi o de David (obviamente, como sempre, nome fictício). Quando uma amiga me falou sobre o caso dele, eu sequer sabia que a cidade tinha contratado um novo serviço de abordagem social... E essa amiga me falou sobre o caso do David, que era alcoolista, que passava mal na rua de tanto beber e queria ajuda para sair dessa vida.

Não entrando em muitos detalhes, como se tratou do primeiro caso e as tratativas ainda estavam meio bagunçadas, o caso não teve os encaminhamentos da maneira correta, de qualquer forma, David pareceu uma pessoa educada e amável, no pouco que conseguimos conversar, ele tinha contado que estava na cidade há algum tempo e que estava lutando contra o vício do álcool; tínhamos combinado que ele poderia sair pra beber um pouco caso a abstinência fosse muita, mas que não poderia chegar alcoolizado, pois os funcionários do serviço eram muito rígidos. E que nesse meio tempo, iriamos providenciar sua certidão de nascimento e RG para iniciar o tratamento.

Por alguma falta de comunicação, os funcionários do equipamento entenderam que David não tinha liberdade pra sair da casa, o que, pra ser sincera, me irritou bastante posteriomente, pois a priori, todos podem sair da casa, são excessões as vítimas de violência domêstica antes de conseguir medida protetiva e os que estão em algum tratamento que exija monitoramento por causa de medicação forte. Nenhum desses era o caso de David, portanto poderia sair. Contudo, negaram sua saída, e ele, na forte abstinência pulou o muro e fugiu da casa...

Eu e a equipe ficamos bastante chateadas, pois tinhamos conseguido sua certidão e agendado  dia para conseguir a segunda via de seu RG para darmos o encaminhamento para o tratamento que ele tanto queria. Por alguns dias ficamos sem notícias dele, até que ficamos sabendo que ele estava internado no hospital da cidade, com o braço quebrado pois havia caído de uma árvore!

Fizemos as tratativas necessárias e, quando teve alta, voltou para nós. Assim que retornou, atendemos David e fizemos um novo plano de atendimento, de maneira séria dissemos que ele tinha que ter paciência e quando precisasse e quisesse sair, podia nos ligar, e não precisava pular o muro.

David, por sua vez, nos contou sua história de vida, contou que foi órfão, criado em abrigos desde pequeno, depois conseguiu morar numa pensão, trabalhar e morar com uma companheira e teve um filho, que perdeu o contato. Era andarilho e acabou gostando de morar nas ruas de São Vicente. Ainda estava com o braço engessado e não tinha movimento nas mãos, então teve que aprender a ter paciência, esperar o braço melhorar minimamente para dar continuidade ao seu plano de atendimento.

Assim que recuperou minimamente os movimentos da mão, agendamos segunda via de seu RG. Enquanto isso, não saia da casa. O processo demorou por volta de um mês, um mês e meio. Nas últimas duas semanas, David pediu pra sair, disse que precisava sair da casa e prometeu que não iria beber. Porém teve uma recaída. Pediu desculpas e ficou na casa por mais ou menos uma semana sem sair, até que novameeeente, diz que precisa sair e promete novameeeente que não vai beber. Adivinha? Bebeu. Chegou alcoolizado na casa, com forte cheiro de álcool. Como ainda não deu início ao tratamento, perdoamos.

Então na sexta-feira, David vem falar comigo:

- Assistente, sabe se meu RG está pronto?
- David, não sou assistente social, sou psicóloga! - e sorrio, ele sempre confunde - Mas sim, está pronto, é que estamos sem vale transporte para ir buscar.
- Mas eu posso ir buscar, peço carona no ônibus.
- Hum, acho melhor ir acompanhado. Vou entrar em contato com o Centro Pop e ver o que consigo.

David concordou e saiu da sala. Falei com os técnicos do centro pop que disseram que não havia vale transporte, mas que um motorista iria a Santos fazer um serviço e poderia levá-lo. Contei do receio de recaídas, e a coordenadora me garantiu que o carro esperaria ele do lado de fora do poupatempo e eles retornariam juntos. Sendo assim, chamei David e contei da notícia.

- Obrigada Lorrana.. Lorrena... ai não sei falar seu nome.
- É Lorraine, mas não tem problema! Fique pronto que por volta das 14hs um carro virá buscá-lo.
- Obrigada mesmo! Estou muito feliz! - Respondeu David, e foi se arrumar pra sair.

Tudo certo. David pegou seu RG novinho.

Então ontem, assim que chego no equipamento, David está parado na porta e pergunta se pode falar comigo. Abro a sala e faço que ele pode entrar.

- Lorrane, eu queria ir no banco ver se tenho PIS...
- Tudo bem, vou ver se tem alguém pra te acompanhar.
- Ah, mas eu posso ir sozinho, não quero dar trabalho.
- Não é trabalho nenhum, peço pra alguém ir com você. - respondo.
- Ah, deixa pra lá, acho que meu braço está doendo ainda... Vou outro dia.
- Tudo bem.

E saiu da sala. Percebi que ele ficou chateado quando disse que pediria pra alguém acompanhá-lo; Segui meu dia normalmente.
Então hoje, quando cheguei, novamente David me espera perto da porta da minha sala, e diz que quer conversar. Da mesma forma que fiz ontem, abri a sala, coloquei minha bolsa em uma mesa, puxei duas cadeiras.

- Então Lorrane, posso ir hoje no banco?
- Claro, vou ver se tem alguém pra ir com você - levantei, fui até a porta e perguntei se tinha funcionário disponível. Tinha uma. Me voltei pra ele e perguntei se estava tudo bem.
- Tá sim Lorrane. Eu dei mancada, agora tem que ir acompanhado, tudo bem. - E concordou com a cabeça. Foi se arrumar, entreguei seus documentos e ele saiu acompanhado de um funcionário.

Algumas horas depois eles retornam e David entra na minha sala com um sorriso de orelha a orelha.

- Deu tudo certo! Não tinha PIS, mas tinha juros, tirei R$ 55,00 reais! - E levantou as mãos e foi tirando coisas de uma sacolinha plástica. - Já fiz compras, tem aqui dois pacote de balas e um pacote de bolachas e o troco eu guardei. - Então separa um pacote de balas pra ele e coloca o outro na minha direção com o pacote de bolachas.
- É pra eu guardar aqui? Quando você quiser pode pedir que eu pego pra você comer.
- Não, Lorrane, é pra você, comprei pra você, pra agradecer pela ajuda! - respondeu com um sorriso ainda maior que o anterior, se é que era possível.
- Obrigada! Já vou pegar uma bala aqui pra mim então.

E David saiu da sala sorrindo e distribuindo balas para os demais acolhidos da casa.

Ainda não comi o pacote de bolachas, mas voltei pra casa com o mesmo sorriso que ele. ;)

Tem muita gente nessa área que diz que não é certo aceitar presentes dos atendidos. Eu concordo que não temos que aceitar presentes caros e que não devemos nos aproveitar da ingenuidade deles, mas tem algumas coisas que não podemos negar: Eles criam vínculos conosco, e negar presente vindo do coração deles pra mim é desfeita. A cara de satifação dele por me dar alguma coisa era impagável, e eu seria incapaz de negar isso.

domingo, 26 de junho de 2016

Coisas que eu queria que você soubesse (psicologia)

Gostei bastante de escrever aquele post sobre "coisas que eu queria que você soubesse" sobre ser vegetariana e resolvi escrever mais um, agora sobre ser psicóloga; pra quem tem amigo psicólogo, pra quem é psicólogo ou pra quem quer ser psicólogo hahaha.

Eu não estou te analisando o tempo inteiro, alias, nem eu nem nenhum psicólogo, porque sério, cansa. Às vezes a gente desliga...
Não, eu não posso atender seu amigo a preço de banana só porque é seu amigo. Não faço trabalho doméstico, sou profissional. Uma coisa é uma pessoa que precisa e a gente combinar um preço até que a situação mude, depois cobrar o preço normal, outra é abusar da amizade.

Eu não sou obrigada a gostar de todo mundo ou de ser a pessoa mais paciente do mundo; uma coisa é entender o comportamento do ser humano, outra coisa é gostar de todo e qualquer comportamento.

Não é obrigação a gente escolher uma linha e seguir pra vida toda. Você pode começar a faculdade gostando de psicanálise e terminar gostando de cognitivo comportamental, alias, você pode não seguir uma linha específica e se adaptar a cada pessoa, ninguém é um computador preso a um software gente. Todo mundo muda a visão de mundo, todo mundo evolui e é normal.

Sim, eu erro, e erro muito, já errei muito, já magoei muito, já fui muito magoada. Alias, eu me envolvo pelas histórias dos pacientes, crio vínculo e me importo com eles. A gente não é feito de gelo e não existe análise sem ponto de vista. A gente sempre analisa tudo a nossa volta baseado nas nossas vivências e aprendizagens! Nenhum ser humano foge disso, sendo psicólogo ou não.

Psicologia nada tem a ver com signos. Sei que pode parecer absurdo, mas tem gente que acha que tem a ver. Eu sei que signos falam de comportamento humano e psicologia também, maaas são duas coisas diferentes! Psicologia estuda o comportamento humano mas, não estuda astros e só vai perguntar a sua data de nascimento pra saber sua idade.

Ah, também alguns alertas, psicólgos não devem influenciar em escolhas políticas ou religiosas. E pra quem está se formando ou pensando em cursas psicologia: é difícil arranjar emprego. Eu sei que no geral, está difícil pra maioria das pessoas formadas ou não, quase impossível pra quem não tem amigo que indique. Mas uma dica: não existe só consultório e RH. Existem disversas áreas de atuação, e não há problema nenhum em não conseguir emprego na área de cara, só não pare de se informar, ler e estudar sobre o assunto!

E uma opinião minha é que: todos que tem a oportunidade deveriam experimentar fazer terapia, Autoconhecimento nunca é demais, não  que eu ache que necessariamente todo mundo precise de terapia; maaaas é muito legal aprender coisas novas sobre você mesmo, principalmente do ponto de vista profissional, pois se você conhece seu modo de agir e de onde vieram alguns comportamentos, fica mais fácil controlar, entender e se tornar uma versão melhor de si mesmo. Porque, só pra deixar bem claro, falar com um psicólogo não é coisa de doido, é coisa de quem quer se conhecer e se entender melhor.

Ah, e só caso não tenha ficado claro, psicólogos tem problemas como todo mundo. ;)



terça-feira, 21 de junho de 2016

Querida amiga do trabalho,


Você é uma das pessoas mais esforçadas que já conheci, além de inteligente e de personalidade forte. Pena que essa personalidade some na família. Acho sua índole louvável, e é legal que tenha forte religiosidade e temente a deus.

Não, eu não acredito em deus, nem sou religiosa, mas não vim escrever pra te convencer a não acreditar, mas queria te dizer que isso tá te fazendo mal. Sabe por quê?

Porque não, você não é sozinha e interamente responsável pela limpeza da sua casa (lembra que moram outros de baixo do mesmo teto?), muito menos pela criação dos filhos (lembra que não os fez sozinha?) e menos ainda por servir teu marido! Da mesma forma que ele não está dando conta do sustento do lar, e nem é obrigado a isso, você não é obrigada a nada disso.

Você tem mais valor do que pensa, as obrigações do lar, são sim de todos que moram nele, tanto seu marido quanto filhos/as tem que te ajudar na limpeza e organização da casa.

Você tem direito a descansar, respirar e se cuidar tanto quanto eles. E por favor o faça, pois tem amigos que estão preocupados com sua saúde mental e te querem bem.

Lembra quando você perguntou se eu podia atender seu filho? Quem mais precisa de atendimento e atenção é você mesma. Por favor se empodere, se enxergue como a mulher forte que é.

Não quero que você acabe com as suas crenças, mas preferia que elas não te diminuissem como pessoa e apenas te fortalecesse de verdade como as mensagens que você posta nas redes sociais.

Eu sei que você acha que "tudo pode naquele te fortalesse", mas se estivesse realmente fortalecida, não aceitaria ser tratada como criada dentro da sua própria casa.

Bota esse povo pra trabalhar e vai cuidar de você. Você merece tanto quanto eles, até mais.





quinta-feira, 16 de junho de 2016

Update: mãe de pré adolescente

Acho que quem me acompanha sabe que tenho uma filha, a não ser que seja um novo seguidor, o que eu acho muito difícil, já que quem lê são só meus amigos ou stalkers que fingem que não gostam mais de mim, então, a Vitória, minha filha, já tem 9 anos, faz 10 em setembro e essa semana que passou tive a primeira experiência com uma pré adolescente.

Então é assim, tem dias que a Vitória entra 8h na escola, e eu trabalho das 10h as 16h, então nos dias que ela entra 8h, eu sinceramente, acordo ela com leite e toddy na cama, mando ela tomar banho e se arrumar e vou dormir, quando ela está pronta (ela é muito responsável), ela me chama, e eu vou levá-la (muitas vezes eu vou de pijama, ou me troco e vou dormir), volto e durmo. Confio nela e na educação que eu dei, então sei que ela se arrumou, não fico checando.

Aí tem mais, nos dias que eu tenho pole, quem vai buscá-la é minha mãe. Então um belo dia, minha mãe foi buscá-la e quando acabou minha aula eu vejo as mensagens: "Lorraine, a Vi tá com a sobrancelha falhada".

Na verdade eu tinha até reparado algo diferente no rosto dela, mas não me liguei que era isso. Voltei pra casa e fui olhar. Realmente, ela raspou a sobrancelha haha. Então chamei ela pra conversar, perguntei o que ela queria ter feito, etc. Pra não expor muito, ela queria basicamente, arrumar algumas coisas no estilo dela e eu expliquei que quando ela quiser mudar algo no corpo, rosto ou cabelo, ela tinha que falar comigo, pois algumas coisas podem ser perigosas, então perguntei se ela queria mudar mais alguma coisa e ela me respondeu com a maior tranquilidade "quero fazer uma mecha azul no cabelo".

E olha só, me peguei sorrindo, quem sou eu pra dizer não? Aquela mãe que muda de cabelo todo mês? Concordei! E já tentamos clarear o cabelo no mesmo dia, mas o pó clareador era antigo e não pegou. No dia seguinte comprei e fizemos as mechas.

Posso ser narcisista e dizer que estou orgulhosa? Não só por ter feito um ótimo trabalho de sem querer. Mas também por descobrir que além de inteligentíssima, minha filha tem seu estilo próprio e tem ótimo gosto! hahaha

Fiz as mechas dela, admito que não foi proposital, mas ficou um degradê do verde pro azul. Ficou maravilhoso!

Cada dia fico mais orgulhosa de ser mãe de uma pessoinha assim: inteligente, linda, autêntica, independente e criativa!



terça-feira, 31 de maio de 2016

Coisas que eu gostaria que você soubesse (vegetarianismo)

Pra começar, eu não virei vegetariana porque meu namorado é vegetariano, pra sua informação, eu já fiquei um ano sem comer carne antes de conhecê-lo e sempre achei uma forma legal de se alimentar. E mesmo que fosse, eu não ligo, é uma opção saudável e menos cruel de alimentação, então independe da motivação eu me sentir confortável com isso.

Não, eu não sinto falta da carne.

Não, minha alimentação não é restrita, eu não como só mato (apesar de adorar mato) alias, deixa eu te dizer uma coisa, senhor (a) carnívoro (a) , sua alimentação que é restrita. Porque arroz, feijão e carne, não tem todos os nutrientes que você precisa.

Por favor, pooor favor, não guarde o queijo e o presunto no mesmo pote, e isso vale pra qualquer outro defunto que você guarde junto. E sim, presunto é carne. Alias, peixe também é carne. Salsicha, frango, sardinha... Tudo carne.

Sim, eu ainda como derivados do leite, pouco. Mas como.

Não, eu não tenho problemas de saúde, fiz exames recentemente.

Não, eu não vou comer sua carne por educação, desculpa.

Por favor, se você optou por comer carne, coma sua comida com carne, não acabe com a vegetariana da geladeira "só por curiosidade" se não tiver o suficiente pra sua curiosidade e a minha refeição.  Por exemplo, numa festa, quando você pede 10 pizzas e 1 só é vegetariana, coma preferencialmente as com carne, se sobrar vegetariana, você come...  É egoísmo com a pessoa que tem menos opções.

E ah! Eu não me ofendo quando você diz que é modinha, eu gosto quando coisas boas viram modinha! Tomara que vire modinha e muita gente vire vegetariana e vegana, aí eu vou ter mais opções (e mais baratas) no mercado! :)

E eu bebo. Sim, não tem defunto na bebida alcoólica. Eu não sou abstêmica, sou ve-ge-ta-ri-a-na (não sei se fiz a divisão silábica correta haha) o que não me impede de ingerir álcool!

Ah! Não sou natureba, ainda como gordices, só que sem carne... Inclusive meus hamburgueres de soja, quinoa, ervilha, feijão, grão de bico, etc etc etc, são todos muito bons!

Não é uma dieta, eu não parei de comer carne pra emagrecer. Ah, eu nunca disse que o gosto ou o cheiro da comida com carne são ruins, eu escolhi parar de comer porque acho que somos evoluídos o suficiente pra parar de explorar outras espécies de seres vivos pensantes parra obter proteína.

E pra finalizar, uma curiosidade:


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Primeira semana no Pole Dance

Bom, eu não sou lá a pessoa com a maior auto estima do mundo, tenho meus altos e baixos, mas no geral eu costumava me sentir bem comigo mesma, de uns tempos pra cá, pode ser que seja impressão, mas estava sentindo que estava ganhando peso, e as malditas espinhas, como sempre, me colocam pra baixo.

Também acrescento que fiz aniversário, e minha mãe, não comprou presente esse ano, mas deu um cartão escrito "vale mil reais em compras parceladas", de primeiro pensei em comprar vários livros, mas percebi que tenho diversos livros na minha estante que ainda não li. Então resolvi buscar alguma atividade física, não necessariamente pra emagrecer, mas pra me sentir melhor comigo mesma. Nunca fui de gostar de academia ou do famoso "correr/andar na praia", eu queria alguma coisa mais dinâmica, pensei em artes marciais, pensei em boxe, pensei em pole dance. Pesquisei tudo na internet, e quando pesquisei por pole dance, vi vídeos de senhoras idosas, de mulheres obesas, fazendo várias acrobacias e sendo lindas do jeitinho que elas são, sem mudar o corpo, sem se enquadrar nos padrões da sociedade. Então decidi ir atrás disso em Santos.

Encontrei um lugar, rapidamente perguntei por uma aula experimental. Fiz, me apaixonei e no mesmo dia fiz a matrícula. Até o momento não posso dizer que foram muitas aulas, na verdade só participei de 3 aulas, mas já posso dizer uma coisa: AMEI.

É assim, as pessoas que fazem são um amor, a aula é uma delícia, o tempo passa e a gente nem percebem a aula acaba e você fica: "mas já?". Nunca tinha feito nada parecido, quando mais nova fiz ginástica olímpica, ballet, natação, volei... Mas o pole é apaixonante.

Nunca tive tantos roxos em uma semana, mas também nunca tive tanta vontade de me empenhar num exercício até a exaustão. E olha que eu realmente não pratico exercícío físicos há muito tempo, não consigo me alongar adequadamente, não me penduro na barra com tanta facilidade com que as meninas que fazem outras atividades conseguem, mas também não me sinto intimidade ou com vontade de desistir, a minha vontade é de instalar um pole em casa e treinar loucamente até conseguir me pendurar sem dificuldades.

A minha indicação é: façam uma aula experimental!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Coisa de menina mimada

- Escuta aqui, eu preciso te falar uma coisa - disse séria, estava almoçando, nem olhava pra ela, arregalei um pouco os olhos e me virei pra olhar pra ela, mas não disse nada.
- Eu não sou sua dona e você não é minha assistente, nunca mais diga isso. Eu preciso muito de você aqui - continuou - O que eu mais quero é dividir a responsabilidade e fazer um serviço de continuidade.
Ainda não respondi, parei de comer, ainda olhava pra ela, com os olhos menos arregalados.
- Eu divido tudo com você e queria muito que você falasse mais, para de guardar as coisas pra você e não deixa que subam nas suas costas, se imponha! - e me abraçou. Até aí estava tudo bem.
- Eu sei, eu sei - respondi e retribui o abraço.
- Eu não deixo que eles subam nas minhas costas, eu falo o que tenho que falar e faço o serviço andar. Mas preciso dizer outra coisa, pois tenho experiência. - e aí as coisas começaram a desandar. O abraço terminou e não disse mais nada, apenas ouvi. - Olha, o serviço é pesado e muitas vezes quis desistir, mas eu sou velha e não tenho mais pra onde ir, você é jovem, pode ir pra outro serviço, peça transferência se assim preferir, mas não acho justo, pois preciso de você aqui e trabalhei muitos anos sozinha. Mas nunca engoli as palavras e fui embora chorando, e para os outros, isso pode parecer coisa de menina mimada.

Não preciso dizer mais nada, nem continuar. Para os outros pode parecer coisa de menina mimada? Engraçado, pois não foi isso que ouvi. Sim, ela bem disse que sou uma ótima profissional e, realmente não é a primeira vez que ouço que preciso me impor, mas daí a dizer que ir embora quando me sinto mal é coisa de menina mimada?

Quantas vezes não foram embora doente e nunca é questionado, agora se a pessoa tem uma crise de nervos, isso não é passar mal?

Eu pensei por um momento em pedir desculpas por ter ido embora, mas agora reconsiderei, ainda bem que essa avalanche de egoísmo me fez abrir os olhos. Temos que nos acertar, não vou abandonar o serviço pra sempre, mas ir embora no dia que não me senti bem, seja o motivo que for, não é coisa de menina mimada. O quanto de vezes que não respirei fundo e continuei lá? Faça me o favor.

Quando a gente acha que a pessoa vai descer do pedestal, ela vai e sobe de novo. Mais humildade, menos egoísmo, mais trabalho em equipe, por favor.