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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Em memórida da minha vesícula pt.4

Hello, meu povo, aparentemente uma boa noite de sono (e um guacamole feito por mim) melhoraram 200% meu humor! Ou talvez porque hoje foi dia de ir no médico e sair de casa uhu!

Depois da minha deliciosa tapioca de guacamole de café da manhã eu ajudei a Vitória a fazer o almoço dela, ela fez bolo de carne, sim, ela que fez, já pode ir pro top chef de crianças, porque ela cozinha tudo sozinha ;) E sim, ela come carne e eu tenho que cozinhar carne às vezes, não forcei ela a ser vegetariana que nem eu (apesar de ela já ter parado de comer frango por um tempo depois que se apaixonou por uma galinha).


Então eu fiz maravilhosos falafeis (acho que o plural de falafel é falafeis, mas eu não sei), que obviamente a antecipação já melhorou o meu humor, porque eu tive que deixa-los de molho desde ontem, e depois disso, tam tam tammm, fui pro médico tirar os malditos curativos/pontos eu estavam me irritando.

Fiz no forno porque ainda não to comendo fritura

Chegando lá, surpresa! Ele tira os curativos e não tem pontos! Os pontos são internos! hahaha E minhas cicatrizes já estão lindinhas, parecem somente arranhões. Ele me disse que eu já posso voltar a comer normalmente aos pouquinhos! E, obviamente que eu perguntei quando posso voltar pro pole. Agora a má notícia, só daqui a um mês... :( Ele disse que eu posso fazer exercícios leves como: andar na praia, coisa que eu a-m-o -.- só que não.

Mas tudo bem, o combo guacamole + falafel + tirar os curativos + namorado chegando pra visita: já me deixaram mais animada.



Ah, pra finalizar o combo, de lanchinho eu fiz pão sem queijo, que é o pão de queijo vegano, magicamente fácil de fazer e delicioso. Eu não sei se já postei a receita na minha página, mas são partes iguais de polvilho doce e azedo e algum purê de tubérculo (já testei com batata, mandioquinha e cenoura, todos deram certo), temperinhos (açafrão, curry, sal, ervas), misture a massa até ficar macia pra modelar e leve ao forno pré aquecido até dourar, fica delicioso e é mil vezes mais fácil de fazer que pão de queijo.

Pra finalizar o episódio de hoje da novela em memória da minha querida falecida vesícula, eu e meu pão sem queijo:


PS.: Desculpem todas as imagens na horizontal, mas meu notebook faleceu e eu estou usando o da minha mãe e deu preguiça de editar :v

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula - pt.2

Olá pessoal, sentiram minha falta em menos de 24h?

Estou aqui no primeiro episódio da segunda temporada de Full House, logo depois de comer minha comida que não foi toda batida no liquidificador e nem é composta de caldinhos! Uhu!

Minha maior sorte nessa cirurgia é ser uma ótima cozinheira (sim, ótima cozinheira e com nenhuma modéstia quanto a isso), porque se eu não soubesse nada de temperos, pelamordedeus eu ia estar comendo legumes fervidos com sal.

Crônica de hoje, que é mais ou menos parecida com a de ontem e a de antes de ontem. Quando eu cheguei do hospital, vi a Diana e super achei que ela ia me amar e se esfregar em mim de tanta saudade... Errado! Ela nem veio pra perto pra eu fazer carinho, haha. Aí no primeiro dia que eu dormi sozinha, ou seja, de domingo pra segunda, acordo as 5h (sabe-se deus por que) e ela começa a esfregação! U-HU, finalmente uma demonstração de amor, carinho pra lá, carinho pra cá, ela se sente confortável em... tam tam tam! Subir na minha barriga! Adivinhem onde ela põe a primeira pata com a força de quem vai pular com tudo pra fazer massagem de gato?! É claro, bem no meio no meu umbigo, onde está mais inchado, roxo e doendo! Ela enfia a pata bem lá no meio e eu sinto aquela dor que vem da alma, seguro o grito de dor e solto com os dentes semicerrados "ai não Diana", e ela vai pra trás com a patinha e vai deitar perto do meu pé.

E é mais ou menos isso que vem acontecendo todas as manhãs! E sim, eu vou dormir com uma almofada da barriga pra evitar que ela faça isso de madrugada, mas é lógico que pela manhã a almofada está no chão... E eu não vou magoar minha gatinha colocando ela pra fora (até porque, se eu fizer isso ela arranha a porta a noite toda e não me deixa dormir).

Apesar disso dos constantes ataques matutinos ao meu curativo, hoje eu estou me sentindo bem melhor, não acordei às 5h, consegui dormir até as 9h, e fiz almoço (purê de batata com batata doce e salada de feijão fradinho), estou sentada no chão digitando post pro blog e ainda não estou com dor! Yey!

Hoje pra finalizar o capítulo com uma foto mais agradável, apresento-lhes meu feijão fradinho!


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula - pt. 1

Pois é, e eu mudei o título há dois meses e não postei nada, qual o meu problema? Falta de tempo não foi... Mas agora depois de terminar de ler um livro emprestado pelo meu namorado, começar a ler um livro que ganhei do meu amigo, ver um filme ruim da Tina Fey e assistir oito episódios de Full House, eu finalmente pensei "acho que vou escrever no meu blog". Então, inteligentemente tenho a resposta pra minha falta de posts: falta de tédio!

Razão disso:  Tirei a vesícula!

Não, não foi ontem, não foi antes de ontem, foi na sexta. ou seja, tem quatro dias. Tudo bem, no primeiro eu fiz a cirurgia, no segundo eu fiquei no hospital, então eu to há três dias em casa. Desses, no primeiro eu consegui ficar deitada, agora já não posso dizer o mesmo.

Admito que doem os pontinhos quando eu faço "esforço". Leia-se por esforço: andar/ficar em pé por 10 minutos. Mas admito também, que é muito revigorante conseguir levantar da cama/sofá sem sentir que minha barriga vai explodir de dor... Mas aproveitando o título novo do blog, vou falar uma coisa que não é revigorante, é estar com essa merda de notebook ligada há 10 minutos e eles já estar travando de eu estar digitando uma porcaria de um post.

Não tem mais nada aberto nessa porcaria, só o Chrome com o blogger! Não é possível... Voltando a minha querida falecida vesícula, tudo começou quando eu comecei a ter cólicas terríveis que me faziam chorar de tanta dor (e olha que eu tive a Vitória por parto normal) e ir parar no hospital, depois de umas quatro crises eu resolvi marcar um nefrologista (que nem vou falar, ops... já falei, que demorou seis meses pra eu ser atendida pelo convênio da Petrobrás) porque eu achei que eram cólicas renais, então o médico, quando finalmente me atendeu e marcou todos os exames da minha vida, descobriu que meus rins estão ótimos, assim como meu fígado e pâncreas, mas o que estava ruim mesmo era a coitada da minha vesícula, que tinha várias pedras enormes (tinha umas com quase 2cm!), então fui encaminhada pro cirurgião e tão logo (mais rápido do que a demora na consulta com o nefrologista) pediu mais alguns exames e marcou minha cirurgia, assim faleceu minha querida vesícula.

Pra quem não sabe (eu não sabia), a vesícula é um saquinho que fica em cima do fígado e armazena bile, que serve pra digerir gordura. Nos sites por aí, o pessoal que se acha especialista diz que você fica com pedra na vesícula por comer muita comida gordurosa e ter o colesterol alto (o que não faz sentido, porque eu nunca tive colesterol alto), então na verdade o que o meu sábio médico disse, é que podem ter várias causas (obviamente, como toda doença), e que a genética influencia muito, e como minha vó teve pedras em todos os órgãos que podem ter pedras: mistério resolvido.

Agora pasmem: a cirurgia foi a parte mais tranquila do processo todo! Tenho só quatro pontinhos e a barriga muito inchada por enquanto. Então quem sabe nesse repouso todo eu não faça uma novela aqui no blog, não é mesmo?

Agora eu vou deitar de novo que minha barriga tá doendo e esse notebook me irritando!
Pra finalizar uma linda foto em memória da minha vesícula:


terça-feira, 24 de março de 2015

Como é trabalhar como Psicóloga na área social


Deixa eu começar explicando que quando você faz psicologia, assim como todas profissões, você tem áreas a seguir. São muitas mesmo: Clínica, saúde mental, hospitalar, neurociências, organizacional, social, publicidade, esporte... E por aí vai. Bom, logo depois de formada eu trabalhei fora da área e depois passei em concurso público, assim não escolhi a área, somente fui encaminhada para a secretaria de assistência social; Essa sendo dividida em três diretorias, a baixa, média e alta complexidade, fazendo uma comparação direta com a saúde, baixa complexidade seriam as UBSs (Unidade básica de saúde); Média, os AMEs (Ambulatório médico de especialidades) e Alta complexidade os hospitais. Na área social seriam, respectivamente os CRAS, CREAS e Serviços de acolhimento. Na saúde nos tratamos a saúde (dã) e na área social, nós trabalhamos as vulnerabilidades sociais.

O que seriam vulnerabilidades sociais? São riscos sociais, geralmente associadas a pobreza, mas nem sempre. Pessoas em vulnerabilidade social são aquelas que são expostas a exclusão social, pessoas pobres ou próximas a linha da pobreza, vítimas de violência doméstica, pessoas em condições precárias de moradia, sem condições de auto-sustento; abandonadas e/ou expulsas dos espaços de convívio da sociedade.

Nos CRAS (Centro de referência de assistência social) se trabalha a prevenção a vulnerabilidade social; Com as famílias expostas a situação de risco social, mas que ainda não sofreram nenhuma violação de direitos humanos; Geralmente é onde se busca informações para benefícios eventuais, cadastros para bolsa famílias e outros programas do governo para evitar que essas famílias/indivíduos cheguem a se tornar marginalizados pela sociedade.

Nos CREAS (Centro de referência especializado de assistência social) se tratam assuntos específicos nos casos em que já foi sofrida alguma violação de direitos. Crianças/mulheres/idosos vítimas de violência e moradores de rua são os principais públicos.

Nos serviços de acolhimentos são atendidos indivíduos que já tiveram vários direitos violados, não tendo mais nenhum vínculo familiar ou social para onde possam retornar, tendo que ser assim acolhidos por um equipamento do município para que sejam trabalhados para adquirir autonomia para retornar ao convívio social/mercado de trabalho.

Quando entrei na prefeitura, comecei pela baixa complexidade, trabalhei num CRAS. O serviço em si era bem precário, basicamente ficávamos preenchendo cadastros de bolsa família a maior parte do dia. Mas mesmo nessa situação, comecei a entrar em contato com diversas situações que estavam completamente fora da minha visão.Já comecei a rever vários conceitos internos. Comecei a ampliar muito a minha visão das coisas, tanto que algumas preocupações parecem simplesmente insignificantes agora, depois de ver famílias inteiras morando em casas menores que meu quarto.

É tanta, mas tanta gente, que a gente começa a entender as estatísticas. Coisas que no meu mundinho é normal, eles nem pensam em ter, nem sabem que existe, é coisa de novela. Sério mesmo, tem gente que nunca viu "queijo embalado um a um".

O trabalho do psicólogo acaba sendo muito diferente do que vemos na faculdade, que tem um viés clínico, de elite. Na área social nos temos que lidar com o básico, confiança, segurança, auto estima, autonomia. Entender o contexto de pessoas que não tem a mínima noção que fazem parte do mesmo mundo que o meu. Que não sabem que também tem o direito de ter um trabalho digno, de reclamar por serviços melhores, e ter estudo de qualidade e quem sabe fazer uma faculdade e ser um "doutor".

Na área social a gente tem que estar muito mais por dentro de leis e políticas, de estatutos, de direitos. E trabalhar lado a lado com assistentes sociais, de trabalhar assuntos complexos lado a lado com necessidades básicas. Mostrar pra pessoa que ela pode ser mais, contudo, respeitando os limites do outro. Que pode sim querer as mesmas coisas que a gente, mas sem se apropriar delas, e sim conviver como igual. É difícil, é mesmo. Ainda por cima colocar de lado conceitos preconcebidos que ouvimos desde que somos pequenos.

A área social continua não sendo uma das minhas preferidas, ainda vou migrar pra saúde algum dia. Mas que ela me fez crescer como profissional e como pessoa, isso é inegável.

Senti aqui que é um assunto pra continuar... :)