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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula pt.3

(Se você está de bom humor não leia, ignore, porque é um muro de lamentações)

Acabei de ler o livro que eu ganhei do meu amigo Navio das Esposas (meio Disney demais pro meu gosto, e eu só gosto de Disney quando é pra ser Disney), e agora to aqui comendo um bolo de banana vegano (meio seco demais pro meu gosto) quando apareceu aquele temido tédio.

Na verdade não era uma boa hora pra escrever no blog não, já que eu não to lá muito inspirada e a minha maior novidade foi que meu namorado (e melhor cuidador do mundo) veio dormir comigo.

E aparentemente meu notebook não fica feliz quando eu começo a reclamar da monotonia, já que eu estava no meio do parágrafo e ele resolveu fechar a página (e eu não to afim de reescrever, o que de certa maneira é bom, porque já é chato não poder fazer nada, mais chato ainda deve ser ler reclamações sobre quem não pode fazer nada).

Às vezes que eu fiquei um tempo prolongado (como prolongado, entenda-se: mais de dois dias) foram:

1. A vez que eu tive a Vitória, o que não foi nada chato, já que mesmo de repouso tinha bastante coisa pra fazer;
2. Quando eu fiquei com dengue, o que não me deixou entediada, porque a maior parte do tempo eu dormia ou estava com dor...

E agora essa.

Eu juro que a minha saudade não é ir pro trabalho, e não me levem a mal, eu gosto do meu trabalho, mas adoraria uma equipe nova e principalmente, uma parceira com mais humildade. A saudade também não é só de escalar o pole ou de brincar com o bambolê.

O problema mesmo é que eu não consigo fazer nada que eu faria em um dia sem trabalho normalmente! Além do mais, meu pontos estão coçando e me irritando, e o pior é que algumas vezes eu tenho pontadas de dor que me forçam a ficar deitada na posição mais chata de todas por alguns minutos (ficar sentada dói, e deitar de lado, qualquer um dos dois, também dói).

A vontade é de fazer tudo que eu não teria vontade de fazer num dia normal, só porque eu não posso fazer (tipo a vontade súbita de fazer uma limpeza no armário)!

Fiquei aqui parada por uns 20 minutos olhando pra tela pensando em terminar o post com alguma frase engraçada e não pensei em nada... Qualquer coisa eu edito mais tarde... Juro que levantei da cama pensando em escrever alguma coisa interessante, mas hoje só saiu baboseira, desculpa por isso.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Em memória da minha vesícula - pt. 1

Pois é, e eu mudei o título há dois meses e não postei nada, qual o meu problema? Falta de tempo não foi... Mas agora depois de terminar de ler um livro emprestado pelo meu namorado, começar a ler um livro que ganhei do meu amigo, ver um filme ruim da Tina Fey e assistir oito episódios de Full House, eu finalmente pensei "acho que vou escrever no meu blog". Então, inteligentemente tenho a resposta pra minha falta de posts: falta de tédio!

Razão disso:  Tirei a vesícula!

Não, não foi ontem, não foi antes de ontem, foi na sexta. ou seja, tem quatro dias. Tudo bem, no primeiro eu fiz a cirurgia, no segundo eu fiquei no hospital, então eu to há três dias em casa. Desses, no primeiro eu consegui ficar deitada, agora já não posso dizer o mesmo.

Admito que doem os pontinhos quando eu faço "esforço". Leia-se por esforço: andar/ficar em pé por 10 minutos. Mas admito também, que é muito revigorante conseguir levantar da cama/sofá sem sentir que minha barriga vai explodir de dor... Mas aproveitando o título novo do blog, vou falar uma coisa que não é revigorante, é estar com essa merda de notebook ligada há 10 minutos e eles já estar travando de eu estar digitando uma porcaria de um post.

Não tem mais nada aberto nessa porcaria, só o Chrome com o blogger! Não é possível... Voltando a minha querida falecida vesícula, tudo começou quando eu comecei a ter cólicas terríveis que me faziam chorar de tanta dor (e olha que eu tive a Vitória por parto normal) e ir parar no hospital, depois de umas quatro crises eu resolvi marcar um nefrologista (que nem vou falar, ops... já falei, que demorou seis meses pra eu ser atendida pelo convênio da Petrobrás) porque eu achei que eram cólicas renais, então o médico, quando finalmente me atendeu e marcou todos os exames da minha vida, descobriu que meus rins estão ótimos, assim como meu fígado e pâncreas, mas o que estava ruim mesmo era a coitada da minha vesícula, que tinha várias pedras enormes (tinha umas com quase 2cm!), então fui encaminhada pro cirurgião e tão logo (mais rápido do que a demora na consulta com o nefrologista) pediu mais alguns exames e marcou minha cirurgia, assim faleceu minha querida vesícula.

Pra quem não sabe (eu não sabia), a vesícula é um saquinho que fica em cima do fígado e armazena bile, que serve pra digerir gordura. Nos sites por aí, o pessoal que se acha especialista diz que você fica com pedra na vesícula por comer muita comida gordurosa e ter o colesterol alto (o que não faz sentido, porque eu nunca tive colesterol alto), então na verdade o que o meu sábio médico disse, é que podem ter várias causas (obviamente, como toda doença), e que a genética influencia muito, e como minha vó teve pedras em todos os órgãos que podem ter pedras: mistério resolvido.

Agora pasmem: a cirurgia foi a parte mais tranquila do processo todo! Tenho só quatro pontinhos e a barriga muito inchada por enquanto. Então quem sabe nesse repouso todo eu não faça uma novela aqui no blog, não é mesmo?

Agora eu vou deitar de novo que minha barriga tá doendo e esse notebook me irritando!
Pra finalizar uma linda foto em memória da minha vesícula:


quinta-feira, 13 de março de 2014

Sobre reclamar!

Eu sou reclamona, reclamo mesmo, sempre que eu acho que tá errado. E por que não deveria? Alias, você também deveria, todo mundo deveria.

Não digo que você tem que reclamar de tudo, mas reclame do que está errado SIM.

Acho lindo aquelas historinhas de fulana que não tem bolinhos mas fica feliz porque tem brigadeiros. Mas odeio quando a usam como exemplo das coisas que eu reclamo. Perai, quer dizer que porque eu to numa posição social boa eu não posso reclamar de nada?

Acho que assim, sinceramente, se todo mundo fosse "chato" e reclamão que nem eu, o país tava muito melhor, assim sinceramente.

- Ah, eu demoro 3 horas pra ser atendida no SUS.

Tá, e aí, você foi lá na secretaria de saúde reclamar? Foi no ministério público? Não né.

- Af, essa rua da esburacada.

Tá, e você foi na subprefeitura reclamar?

E não só reclamar não, se informar, ir atrás, se impor. Se está errado, não faça! Não é porque todo mundo faz errado que fica certo.

Reclame, argumente, vá atrás, se imponha, faça greve, faça manifestação. Pare de "deixar pra lá" as coisas.

Alias, reclame no lugar certo, pergunte pra teleatendente ou pra recepcionista quem é o responsável, não grite com ela, não adianta. Faça uma reclamação formal, educada e com argumentos. Ligue na Ouvidoria da cidade. Corra atrás dos seus direitos. Pare de viver na inércia cacete!