quinta-feira, 3 de março de 2016

Continuando as reclamações

Sinto muito se já se encheram o saco de lerem minhas reclamações :p

Se você acha que a saúde a educação do país estão um caos, lhe3s convido a conhecer um serviço de acolhimento em um município pessimamente administrado:

São mais de 20 pessoas largadas numa casa sem avaliação de um engenheiro por ser inadequada para moradia. Metade com doença psiquiátrica e outra metade idosa, nenhuma dessas no serviço correto.
Uma sala de atendimento técnico sem cadeiras, sem iluminação e sem ventilação, com uma gambiarra que pode pegar fogo a qualquer momento e matar todos aqui dentro (porque nenhuma dessas pessoas conseguiria  fugir e não temos extintor para apagar quaisquer início de incêndio); Técnicas desamparadas e abandonadas (assim como os acolhidos), equipamento que não é considerado como prioridade (apesar de fazer parte da "alta complexidade"), por não haver processos abertos em promotoria ou juizado.

Ah, e não pense que não recorremos aos órgãos competentes, Diretoria regional, órgão de classe e sindicato todos nos disseram que não há saída a não ser recorrer a nossa secretaria...

Sendo assim, bem vindos ao caos e boa sorte pra que nunca precisem de um serviço desses.

terça-feira, 1 de março de 2016

Continuando a novela...

Depois da irritação de sexta, conversei com a minha parceira de trabalho e resolvemos pedir uma reunião com a chefia. Surpreendentemente, nossa diretora aceitou a reunião sem nenhuma ressalva.

Quando chegamos hoje, basicamente, ela nos disse que não somos prioridade, que a situação ficará como está, porque ela tem processos para responder. Impossível não se exaltar. Como assim não somos prioridade? Vamos pra quatro meses sem energia na sala de atendimento técnico, e um processo que chega hoje é prioridade?

Claro, como a pessoa nada calma que sou, obviamente me exaltei: "então precisamos virar processo pra ser prioridade?". Não via mais nada, mas a encarregada que estava na reunião me contou posteriormente que a diretora ficou roxa, não sei se de nervosa ou de raiva, só sei que eu acho um absurdo essa situação e estou cansada de tudo isso.

Como resposta ela nos diz que cada processo a secretária paga de multa 40 mil. Primeiro que eu duvido, segundo que... 40 mil vale mais que a vida de 22 pessoas que estão acolhidas no serviço, é isso? Estamos numa casa com a fiação "estragada", que pode dar curto e causar um incêndio a qualquer momento, e, claro, não temos sequer extintor, metade dos nossos acolhidos são idosos, a outra metade é psiquiátrico, como eles esperam que tiremos todos da casa se o pior acontecer?

Então, é claro, falamos isso pra nossa diretora, e qual a respota? Pasmem. Ela responde que que os bombeiros não podem nos ceder extintores porque não temos avaliação do engennheiro (espera, fica pior) e não temos avaliação do engenheiro simplesmente porque ele diz que a casa está irregular e imprópria para moradia!!!!

Ou seja, o que estamos fazendo lá?!?!!

Não deveríamos ser defensores dos direitos deles?! Como 21 pessoas moram em uma casa irregular?!

Eu to chocada, cansada, irritada, não sei nem mais quais os nomes dos sentimentos... Já recorri a diretoria regional, sindicato, órgão de classe, imprensa...

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Trabalhando na área social

Eu ia começar dizendo que eu não tenho o costume de reclamar no blog, mas quem eu quero enganar? Tenho sim o costume de reclamar no blog, e alias, na vida. haha

Como se já não bastasse os problemas intrínsecos do trabalho em serviço de acolhimento, por ser uma demanda de alta complexidade da assistência social, ultimamente a gente vem tendo que lidar com problemas operacionais que, além de travar o andamento do trabalho técnico, torna o dia a dia estressante.

Vamos ser mais concretos: serviço de acolhimento são os antigos abrigos, ou seja, é uma casa, e trabalho com pessoa que não tem mais pra onde ir, então moram por um tempo lá até de organizar para retomar a vida independente.
A sala da coordenação, onde atende eu, a assistente social e duas encarregadas, fica na parte da frente da casa, separada da parte de trás, onde ficam alguns quartos.
A casa é velha, bem velha. e dia 11/11/2015 a fiação simplesmente parou de funcionar na parte da frente da casa. Ou seja, ficamos sem energia, não tem luz, ventilação, computador, etc.
Maaaas, a chefia, é claro, continua cobrando os relatórios periódicos, e eu (nem nenhum outro funcionário) não quero usar o computador da secretaria, que é em outro prédio. Então foi puxada uma extensão onde ligamos ventilador e computador. Que após algum tempo estourou, saiu até fogo, derreteu uma tomada...
Chamaram um eletricista, que..... Puxou outra extensão! Ok. Estavamos "conseguindo" usar. Mas não podemos ligar muita coisa, então passamos calor do mesmo jeito.
Então hoje, recebemos ligação da chefe de gabinete dizendo que ia no equipamento. Achamos que era pra verificar a nossa situação, que ingenuidade.
O motivo da visita é: Verificar se as encarregadas estão escondento carne no freezer (que está na minha sala de atendimento... mas essa não é a preocupação dela)!!!!!!!!
Espera, fica pior. Ela estava a caminho, mas.... lembrou que estávamos sem luz, e como ela não pode passar calor (mas eu posso, né), não foi. Mandou (claro que não pediu, pra que pedir) as encarregadas fazerem uma listagem e levarem na salinha com ar condicionado dela....

Ah, só pra terminar, fiquei bastante irritada e liguei pro sindicato e diretoria regional, que me mandaram.... fazer soliticação a minha secretaria (coisa que já foi feita por escrita desde o ano passado). É, funcionário público não faz nada gente..........

tem um freezer na minha sala, sim

na verdade essa era pra ser minha sala, mas é um estoque...


essa é a sala das encarregadas, iluminadíssima

essa é uma das nossas cadeiras :D ótima pra quem ainda não tem problema na coluna (e quer problema na coluna)

e aí nossa gambiarra