quarta-feira, 7 de março de 2012

Falando de... auto imagem~ pt. 1

Auto imagem é a visão que temos de nós mesmos, ela é baseada em vivências e aprendizados, não somente em como a gente se sente quando se vê no espelho naquele momento; a auto imagem se cria durante a vida, baseada nas experiências que temos com os outros; é por isso que geralmente quem foi gordinho a vida toda, depois de emagrecer continua se achando gordinho por um bom tempo até “cair a ficha” que está magro.

Nós chegamos a conclusão que somos feios ou bonitos principalmente pelas observações dos outros. Se olhar no espelho, se achar gatíssima, pra sair de casa e alguém falar “aff, que roupa é essa?” ahahha Quem nunca?


Querendo ou não a opinião dos outros é importante pra gente, pra uns um pouco mais ou um pouco menos, mas são sempre relevantes, e por mais que muita gente diga que você é bonito, se uma pessoa diz que você é feio, isso pesa horrores, porque nós tendemos a focar nesse negativo.

A imagem que temos de nós mesmos dificilmente é exata, e quanto mais gostarmos da nossa auto imagem, maior será a auto estima.

Infelizmente vivemos numa cultura que supervaloriza a aparência e, principalmente, um padrão de beleza já estipulado que “todos devem seguir”. Eu acho isso um saco, eu não gosto de pessoas muito magras, acho estranho até o formato do corpo, sou meio do contra e odeio estereótipos...

Eu sempre fui gordinha, sempre mesmo, além de nunca ter me considerado bonita, minha auto estima é muito baixa, muito baixa mesmo. Eu queria emagrecer um pouco, além de perder um pouco de barriga, quem me conhece sabe o quanto ela me irrita.



De uns tempos pra cá tenho melhorado um tiquinho minha auto estima, e estou tentando focar mais nos elogios do que nos insultos vazios que observo sobre mim, e também tenho aceitado que não preciso agradar a todos, muito menos com a minha aparência, que vai ter gente que vai continuar me achando feia mesmo se eu virasse a Katy Perry...

Por enquanto eu ainda não me acho bonita, mas aos poucos aprendi a agradecer e acreditar que tem gente que me acha bonita sim. Continuo tentando me aceitar, vai que um dia eu concordo?




Créditos:

<3

segunda-feira, 5 de março de 2012

Coisas que aprendi... pt. 1


Estou fazendo vários posts “pt. 1” e tal, é que são assuntos que eu considero inesgotáveis, e que poderia falar mais sobre num futuro próximo, então eu os marco como pt.1, 2, 3 porque depois eu posso me organizar e ler todos futuramente, ver se aconteceu alguma evolução... :)

Depois de dois relacionamentos terríveis, comecei a ver muita coisa com olhos diferentes. Aprendi que não é necessário ter um relacionamento para viver, mas com certeza, se for saudável, deixa as pessoas mais felizes, logo, as coisas mais fáceis.

Também que amor existe, amor incondicional inclusive, principalmente de amigo. E que pessoas de fora não falam que fulano é um bosta por mal, mas porque, muito pelo contrário, querem seu bem. Faz bem ouvir essas pessoas, não que necessariamente para seguir o que dizem, mas pra levar em consideração, sabe? Perguntar “e porque você acha isso dele (a)?” pode fazer toda a diferença. 


Não é toda crítica que se trata de inveja, fofoca existe sim, mas quando uma pessoa que gosta de você te fala algo, não há mal em escutar, e também não tem nada de errado em discordar de um argumento, você ainda pode gostar da pessoa discordando dela.


Sei que tenho esperança. Depois de repetir zilhões de vezes pra mim mesma que homem não presta, que trai e não está nem aí pro que tem do seu lado, de desistir de ter um relacionamento; surge da escuridão (ahahah) uma pessoa pra quebrar minhas pernas e me fazer repensar certos assuntos.

E não é que tem homem que presta sim! Que sabe tratar bem uma mulher, que apoia e quer crescer junto e não passar por cima. Que não considera tudo uma competição e fica verdadeiramente feliz de estar com a pessoa.  

É gostoso confiar em alguém e ser amiga além de namorada. De passar noites conversando sem ter medo do que vai falar ou de ser julgada. Sei que estou feliz e espero tudo de bom pra esse ano, principalmente por ter  uma pessoa perfeita entrando na minha vida!


quinta-feira, 1 de março de 2012

Falando de ser mãe ~pt.1

Eu sou mãe de uma menininha de cinco anos, eu tenho 23 anos, ou seja, fui mãe bem nova, mas acho que consigo fazer o necessário pra ser uma boa mãe pra Vitória. Não que eu desmereça ninguém, mas acho que no intuito de ser uma “mãe perfeita” muitas acabam pecando. A melhor mãe é a mãe que você pode ser para o seu filho, não necessariamente precisa ser rica e comprar todos os brinquedos/doces. 



Eu sou formada em psicologia, o que me ajudou a entender muitas coisas que passam com a Vitória. Mas não é preciso ser psicóloga pra saber que seus atos, principalmente junto a alguém que te tem como modelo, tem consequências, e consequências pra vida toda. E tem algumas coisinhas que aprendi sendo mãe da Vi.

 


Dizer não. Apesar de parecer difícil, não, não é. E muitas mães fariam um.favor ao mundo  ensinando essa palavrinha mágica. Confiem, ela é até mais importante que por favor e obrigada na formação da personalidade da criança.

As crianças aceitam o não, e sinceramente, elas esperam que recebam um não, colocam pais a prova pra saber até onde podem ir, elas precisam de um basta para o que fazem. Inclusive, devido a isso, já fui muitas vezes chamada de grossa com crianças. Uma vez, uma priminha da idade próxima estava em casa, e fiz a janta para ela e a Vi, servi as duas, e minha prima virou pra mim e disse “não quero essa comida, faça outra”, eu respondi a ela, com toda a minha delicadeza: “ou você come o que fiz, ou vai ficar sem janta”. Gente, um ser humano não vai morrer de fome, mesmo sendo criança, se ela tiver fome ela vai comer o que você cozinhou. No mínimo ela fala assim com a mãe e/ou pai que refazem sua comida. Isso, pra mim, é inaceitável, fazer uma janta diferente para apenas uma pessoa? O que ela vai querer depois disso? As solicitações vão aumentando, isso tem que ser cortado pela raiz, ela tem que aceitar o que tem. 


E a reação da minha prima? Ela ficou brava sim, não jantou naquele momento, e sim mais tarde, quando percebeu que eu realmente não faria um miojo pra ela. E sabe o que mais? Ela volta lá em casa vários finais de semana pra brincar. Ela simplesmente aceitou que de mim não vai ter regalias, ela sabe o limite comigo e ainda gosta de mim. Gente, dizer não a uma criança, quando necessário, não machuca e nem a faz gostar menos de você, somente serve para que cresçam.

Negociar é diferente de chantagear. Eu negocio sempre com a minha filhota. Outro dia fui na Liba com ela, comprei algumas coisinhas, e perto de chegar ao final do dia, achamos uma boneca da Sailor moon, que ela atualmente gosta muito, só que, ela também queria uns pokémons. Eu conversei com ela e perguntei se ela queria a Sailor Moon, que era um pouco  cara, e falei que poderia dar a ela, só que não teria mais dinheiro para comprar Pokémons, e perguntei se pra ela estava tudo bem ou se preferia os Pokémons.Ela disse que tudo bem e queria a Sailor Moon, e pasmem, ela realmente não pediu mais nada no dia! :) Nem sorvete nem nada. 



Agora outra situação, é oferecer doces/brinquedos/lembrancinhas pro seu filho parar de fazer birra ou gritar. Isso é completamente errado. Ele só vai aprender que quanto mais gritar e fazer birra mais coisas ele vai ganhar. Isso parece certo?

Eu não estou aqui pra dar lição em ninguém, longe de mim! Mas sempre ouvi que a Vitória é uma menina muito inteligente e educada. Lógico que sou suspeita pra elogiar minha filha! Ahhaha Mas acredito que até o momento estou fazendo meu máximo pra ser uma boa mãe pra ela :)



<3